Início da Cápsula #0001

Olá, Observadores do fim do mundo!

Finalmente, resolvi tirar da cabeça — literalmente, pois nem no papel havia chegado — essa ideia de escrever. Há muito tempo pensava sobre, mas várias coisas me impediram: receio, vergonha, preguiça e até falta de tempo. Mas aí saí do Instagram, passei a ficar mais por aqui, houve toda essa migração para cá e várias pessoas começaram a escrever. Isso foi retroalimentando esse desejo. Talvez seja meio que um saudosismo, já que há alguns anos tive alguns blogs, sozinha ou com parcerias, em uma internet pré-boom das redes sociais, mas também uma vontade de escrever sobre o que tenho estudado, pesquisado e pensado.

Mas antes, quero me apresentar e apresentar a ideia desta publicação. Tenho formação em ciências humanas e exatas, por isso a combinação da ideia de “absurdo” — olá, existencialistas! — e de “estocástico” — que deriva de processos aleatórios complexos. Além disso, a referência ao “Relógio do Juízo Final” (Doomsday Clock) remete aos tempos da Guerra Fria, período no qual tenho particular interesse, e a um iminente fim do mundo. No entanto, ela também se une ao “fim do mundo” dos nossos tempos, com seus desafios absurdos, complexos e estocásticos. As “cápsulas” vieram daí também, me pareceram melhor do que “notas”.

A ideia, então, é trazer algumas reflexões, nada pretensiosas, sobre alguns absurdos do terceiro milênio, unindo filosofia, tecnologia, política, estatística e cultura.

Fim da Cápsula #0001


Nota: Este texto foi publicado originalmente no Substack em 14/06/2025. Foi relançado aqui em 2026, agora sem intermediários, sem servidor corporativo e sem algoritmo ditando quem o vê. A migração em si já é o primeiro gesto de soberania digital.