Iara Passos
Sou uma Cientista Social que programa e uma Estatística que pensa a sociedade. Minha carreira é dedicada a construir infraestruturas de dados soberanas, promover a transparência pública e usar a tecnologia para evidenciar questões complexas de justiça social e direitos humanos.
Atualmente atuo como Engenheira de Dados, combinando rigor metodológico com engenharia de software para construir pipelines em escala (Big Data, NLP e LLMs). Tenho experiência robusta no tratamento de dados sensíveis, tendo atuado como pesquisadora quantitativa no censo prisional do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e em diagnósticos de desastres climáticos (Cemaden/PNUD). Durante as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, desenvolvi uma ferramenta de gestão para o abrigo em que atuei como voluntária. Recentemente, essa ferramenta foi migrada para uma suíte livre e open-source (repositorio), focada em arquitetura offline-first, reafirmando que a tecnologia cívica deve servir à autonomia dos territórios.
Minha formação híbrida me permite transitar entre a arquitetura técnica e a teoria crítica. Imersa na obra de pensadores como Mark Fisher, busco aplicar a crítica ao “realismo capitalista” no ecossistema tecnológico, provando que a sociedade civil não precisa depender das Big Techs. Sou mestre em Sociologia (com pesquisa focada em vieses em algoritmos de justiça criminal), possuo MBA em Data Science e sou graduanda em Estatística, onde meu trabalho de conclusão constrói um índice territorial de vulnerabilidade algorítmica em Porto Alegre.
Sou entusiasta do software livre, da soberania digital e apaixonada por comunidades. Atuo em projetos focados na transparência de dados públicos e no fortalecimento de redes de agroecologia e softwares livres, além de ser fundadora do R-Ladies Porto Alegre e organizadora do AI Inclusive. Meu foco é a emancipação técnica de grupos historicamente marginalizados, garantindo que a Ciência de Dados seja uma ferramenta de proteção, e não de colonização.